RESUMO DA NRF RETAIL CONVERGE


O NRF Retail Converge, foi um evento online realizado de 21 a 25 de junho deste ano pela NRF, que é a Federação Nacional de varejo dos Estados Unidos, no qual líderes empresariais analisaram a profundidade e amplitude do setor de varejo e celebraram todos os aspectos que contribuem para o futuro do varejo e seu impacto na economia e nas pessoas.


Seguem as principais lições aprendidas no evento:


A nova responsabilidade da loja é fornecer experiências de marca significativas.


No discurso de abertura, Mike George , presidente e CEO da Qurate Retail, Inc, disse: “Mesmo com o aumento dos gastos com comércio eletrônico durante a pandemia, ainda é verdade que 80% de todas as compras ocorrerão na loja após a pandemia”.

No referido evento ficou muito claro que o futuro do varejo não é mais sobre transação, mas sobre entretenimento e experiência. Com a variedade de opções que os consumidores têm, os varejistas devem levar em conta as razões pelas quais clientes procuram em busca de produtos e serviços e como oferecer experiências relevantes para que os consumidores continuem voltando a loja.


Durante conversa com o ex-CEO da Best Buy Hubert Joly ele mencionou, que se os varejistas definem seu negócio como sendo um varejista tradicional ou um varejista online, eles estão perdendo a questão importante: qual necessidade você está resolvendo? Se os varejistas não se manifestarem e definirem quem são e quais as necessidades que atendem, os clientes deixarão a loja e só comprarão onde se sentirem que são apreciados.


As lojas CVS são um forte exemplo de varejo intencional, porque muitas vezes refletem a comunidade na qual atua, segundo a sua presidente, Neela Montgomery “Estamos tentando adaptar o CVS certa para a comunidade certa, de acordo com as necessidades dos clientes”


Nordstrom Rack também está procurando por lojas hiperlocais. A atividade do cliente em seu site pode indicar onde as lojas físicas da Nordstrom poderiam atender melhor os clientes em pequenas comunidades, disse o presidente da Nordstrom Rack, Geevy Thomas . "Achamos que há oportunidades de estar em comunidades menores e ter uma oferta personalizada", disse ele.


As experiências de varejo são omnicanal e omni-servindo


Entrega sob demanda , dispositivo de voz, realidade aumentada , busca visual , inteligência artificial e muito mais, oferecem aos consumidores a escolha e a capacidade de fazer suas experiências. O varejo é pessoal e os consumidores estão comprando seus valores, com igualdade e sustentabilidade entre as principais prioridades de uma marca.

Os varejistas que sempre entregaram valor descobriram que suas operações aceleraram durante a pandemia, na medida que os consumidores compartilhavam e refletiam suas ideias sobre direção que o mundo caminha. “Investir em meio à crise pode, na verdade, pagar grandes dividendos”, disse Carol Tomé , CEO da UPS , que fez mudanças adicionais na cultura da empresa, incluindo o fornecimento de mais leniência na política de aparência da empresa para garantir que os funcionários pudessem trazer sua identidade autêntica para o trabalho.


Outras melhorias que os varejistas fizeram durante a pandemia foram a personalização dos métodos de pagamentos, melhoria do processo de devolução para torná-lo mais acessível, reprodução digital de experiências de visão e toque, mantendo os temas conveniência e omnicanal.


“Não se trata de online ou offline, mas de ambos”, disse o presidente do Alibaba Group, J. Michael Evans, durante uma apresentação com a estilista Diane von Furstenberg. A CEO da Kohl, Michelle Gass, compartilha desse sentimento: “Nossos clientes que compram digitalmente e na loja são mais produtivos e mais leais”, disse ela.


Valores como, diversidade, equidade e inclusão sempre têm prioridade e um lugar na mesa.


Desde o início da pandemia da Covid-19, as pessoas estão trabalhando de forma diferente do que era antes e precisam de suporte de várias maneiras. É importante que os líderes de varejo entendam o que está acontecendo em todos os níveis de operações, desde a linha de frente até o nível mais elevado, para compreender totalmente as necessidades exclusivas de seus funcionários, com consideração especial pelas necessidades das mulheres e de outras minorias.


Entender a composição de sua organização ajuda a entender sua linha de base de diversidade e destacar onde você tem oportunidades”, disse Janet Sherlock , CIO da Ralph Lauren, durante uma conversa sobre como as organizações podem fazer os investimentos certos nas pessoas certas.


Como são as pessoas que, em última análise, conduzem o varejo, a gentileza pela humanidade e pelas pessoas que compõem as partes móveis do varejo é fundamental. O COVID-19 mostrou que não há um manual para sobreviver a uma crise, mas os varejistas podem se recuperar “planejando, protegendo e recuperando” com as pessoas no centro, disse o presidente e diretor executivo da Southeastern Grocers, Anthony Hucker . Ser um varejista que prioriza as pessoas e reconhecer que o varejo é uma soma de suas partes torna-se o combustível que movimenta a máquina de varejo.


Como DVF adotou o digital para envolver o consumidor global


A última sessão da NRF Retail Converge, foi dedicada a uma ampla discussão sobre a digitalização do varejo e o seu papel no envolvimento das marcas. Participaram do painel Diane Von Furstenberg, fundadora e presidente da DVF e J. Michael Evans, presidente do Albaba Group, moderado pelo ex-presidente executivo e CEO da Macy’s, Terry Lundgren e atual CEO da TJL Consulting.


Lundgren começou falando sobre a pandemia e pediu aos membros do painel para descreverem o que haviam feito para inovar e conquistar novos negócios durante a pandemia.


“De repente, o mundo parou”, disse von Furstenberg. “Não quero dizer que aproveitei a parada, mas como parou, pensei, OK, talvez agora seja a hora de repensar o modelo de negócios e ver como podemos ir para o futuro.”


Duas coisas aconteceram durante a pandemia”, disse von Furstenberg. “Todos nós nos aproximamos da natureza e, de um salto, aceleramos cinco a dez anos no mundo digital.”

Solicitado a colocar o Alibaba no contexto da tecnologia digital de varejo chinesa, Evans disse: “Nossa plataforma é um ecossistema de negócios e plataformas de comércio eletrônico, atendendo a 900 milhões de consumidores”. Evans mencionou que com essa plataforma o Alibaba procura atender, por um lado, a população chinesa e por outro, conectar marcas e pequenos negócios diretamente ao consumidor chinês.


Muitas dessas marcas são empresas americanas como Starbucks, Procter & Gamble, Estee Lauder e DVF. Além disso, o Alibaba também trabalha com muitas empresas menores. “Muitos CEOs me disseram que estar no mercado da China em 2020 era a diferença entre crescer e potencialmente falir e sair do mercado”, disse Evans. “Fazer negócios na China não é fácil e não é para todas as marcas ou pequenas empresas. Mas existem dezenas de milhares de marcas de fora da China na plataforma. Se você lidar bem com isso, é uma grande oportunidade”.


Lundgren pediu a Evans que descrevesse o panorama do varejo chinês e como ele difere do Ocidente. “As compras online estão muito mais avançadas na China”, disse Evans. “Achamos que em 2021, 50 por cento das vendas no varejo chinês ocorrerão online, um nível muito mais alto do que alcançamos aqui ou na Europa.”


A quantidade de compras online chinesas atual reflete, parcialmente, a revolução nos smartphones, que em pouco mais de uma década deixaram de ser uma raridade levemente exótica para se tornarem quase onipresentes. No entanto, também reflete a falta de infraestrutura de lojas físicas na maior parte da China. Existem muitas lojas nas 103 cidades com população de 1 milhão de habitantes e nas 13 com população acima de 10 milhões, nas outras cidades menores tem poucas lojas.


Essa combinação deu origem ao que o Alibaba chama de novo varejo. O que o novo varejo faz é tentar digitalizar toda a cadeia de valor do varejo: manufatura, cadeia de suprimentos, armazenamento, merchandising, marketing, logística, atendimento - e operações na loja.


Isso permitiu que a indústria de varejo chinesa, durante a paralisação pandêmica, usasse suas lojas fechadas como centros de abastecimento. Em vez de ficar parado e perder valor, o estoque poderia ser vendido online e entregue, às vezes em menos de uma hora.


Juedir Teixeira

Ph.D

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