50 maiores varejistas dos EUA em 2026.
28 de julho de 2026

O que os 50 Maiores Varejistas dos Estados Unidos podem ensinar ao varejo brasileiro
O que os 50 Maiores Varejistas dos Estados Unidos podem ensinar ao varejo brasileiro
Todos os anos, a National Retail Federation (NRF), em parceria com a Kantar, divulga o ranking dos 100 maiores varejistas dos Estados Unidos. Mais do que uma simples lista de faturamento, o levantamento representa um retrato da transformação do varejo mundial e das empresas que conseguem crescer de forma consistente mesmo em um ambiente cada vez mais competitivo.
Em 2026, poucas mudanças ocorreram entre os líderes do ranking. A estabilidade, porém, não significa acomodação. Ela demonstra que essas empresas continuam inovando, investindo e evoluindo continuamente.
“Quem para de evoluir começa a perder competitividade.”
Os cinco primeiros colocados continuam sendo Walmart, Amazon, Costco Wholesale, Kroger e The Home Depot. Embora atuem em modelos de negócios diferentes, todos possuem um ponto em comum: excelência em gestão.
Nota sobre os números: os valores a seguir correspondem às vendas no varejo realizadas nos Estados Unidos em 2025, conforme o ranking NRF Top 100 Retailers 2026. Portanto, não representam necessariamente o faturamento global ou a receita contábil total de cada grupo.
Walmart — vendas no varejo nos EUA em 2025: US$ 575,99 bilhões. Domina o varejo mundial por sua extraordinária eficiência operacional e pela capacidade de oferecer preços competitivos em larga escala.
Amazon — vendas no varejo nos EUA em 2025: US$ 293,85 bilhões. Revolucionou o varejo ao integrar tecnologia, logística e inteligência artificial para proporcionar uma experiência de compra praticamente sem atritos.
Costco Wholesale — vendas no varejo nos EUA em 2025: US$ 198,73 bilhões. Demonstra que um modelo baseado em associação, fidelização e eficiência operacional pode gerar resultados extraordinários ao longo do tempo.
Kroger — vendas no varejo nos EUA em 2025: US$ 154,74 bilhões. Comprova que supermercados tradicionais continuam extremamente competitivos quando investem em dados, personalização e excelência operacional.
The Home Depot — vendas no varejo nos EUA em 2025: US$ 141,12 bilhões. Tornou-se referência mundial ao especializar-se no segmento de materiais de construção, reformas e melhorias residenciais, oferecendo uma experiência diferenciada ao cliente.
Essas empresas deixaram de vender apenas produtos. Hoje oferecem soluções completas por meio de marketplaces, programas de assinatura, serviços financeiros, logística própria, publicidade digital e inteligência artificial.
Outro aspecto marcante é o uso intensivo de dados. Elas conhecem profundamente seus clientes e utilizam essas informações para orientar decisões estratégicas. Dados deixaram de explicar apenas o passado; passaram a construir o futuro.
Os grandes varejistas também demonstram que crescer exige eficiência. Produtividade, gestão de estoques, redução de desperdícios, logística, margem e rentabilidade são tratados como prioridades permanentes.
A inteligência artificial deixou de ser um projeto experimental e passou a integrar praticamente toda a operação, apoiando previsão de demanda, reposição automática, precificação dinâmica, atendimento ao cliente e prevenção de perdas.
O consumidor também mudou. Hoje espera uma experiência integrada entre canais físicos e digitais, exigindo conveniência, personalização e consistência.
Para o empresário brasileiro, a principal lição é clara: antes do capital vem a gestão. Planejamento, indicadores, liderança, tecnologia e execução disciplinada são os pilares que sustentam empresas vencedoras.
Independentemente do porte da empresa, os princípios permanecem os mesmos. Uma pequena empresa pode aprender muito observando quem está entre os maiores do mundo.
A entrada da Ace Hardware entre os vinte primeiros colocados, com vendas no varejo nos EUA de US$ 27,55 bilhões em 2025, e a queda da Dollar Tree, que registrou US$ 18,93 bilhões após a separação da Family Dollar, demonstram como decisões estratégicas e societárias podem alterar rapidamente a posição competitiva de uma organização.
Conclusão Os maiores varejistas do mundo mostram que crescimento sustentável depende de gestão, pessoas, tecnologia, inovação, experiência do cliente e decisões baseadas em dados. Mais importante do que admirar esses gigantes é aprender com eles e adaptar essas práticas à realidade das empresas brasileiras. Quer aprender mais com eles, venha fazer parte da delegação da JTB para a NRF 2027: httpshttps://www.jtbconsultoria.com.br/nrf
Fonte: https://nrf.com/blog/2026-top-100-retailers
